07/10/2010

Pra que polimento, meu Deus?

Na sociedade do espetáculo em que vivemos tudo é fantástico: uma foto, um saco cheio de aerofagia, uma malcriação, vídeos toscos, poemas toscos, programas de televisão toscos, artistas toscos, políticos toscos, professores toscos, alunos toscos, médicos toscos. Qualquer bostare 'estábulo' logo ganha adjetivos: genial, sensacional, colossal e o escambau. Quer saber? É dose pra leão essas sensações, esses exageros gratuitos. Parece que todo mundo, inclusive eu, precisa aparecer no twitter, no facebook, no orkut, na puta que o pariu. Visibilidade. Deve ser a glória dos tolos ser flagrado na mesa do restaurante, na fila do cinema, na feira do bairro, no supermercado, na Bienal, na tela da tevê. Parece que gente assim anseia ser o centro das atenções até mesmo os que negam isso. Na sociedade do espetáculo é preciso chegar chegando, como dizem, causando. Então, pra que polimento, meu Deus? A natureza bruta se brutalizou em nós mesmos, eis a nossa versão mal-acabada. Isso não é genial?

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05/10/2010

Balaio no Centro Cultural de São Paulo


Nos próximos dias 09, 10, 16, 17 e 30 de outubro; e 06 e 07 de novembro sempre às 14h30 - eu o Sala estaremos no Centro Cultural de São Paulo (Vergueiro, 1000) apresentando o Balaio de Dois para pessoas de todas as idades e com vontade de voar. Cantigas de rodas, trava-línguas, poesias, trocadilhos... O evento acontece na Sala de Leitura Infantojuvenil da Biblioteca Sérgio Milliet. Entrada Franca.

04/10/2010

Carta aos amiguinhos do Seta, "a nossa escolha"

Oi amiguinhos!

Acabei de receber as fotos do nosso encontro do último dia 24 de setembro e confesso que gostei demais de ter passado uma tarde daquelas. Saibam que antes mesmo de muitos de vocês terem nascido eu já visitava o Seta, "a nossa escolha", a qual amo de paixão.

Enquanto via amorosamente as fotos que a Mira me mandou, falava para mim mesmo: “mas que crianças danadas são essas. Como me receberam bem! Como foram amorosas comigo! Mas que escola diferente, onde as crianças aprendem brincando!”

Tive a impressão de estar vendo um mosaico desse encontro embutido no mosaico das emoções contidas no brilho dos olhares e na luz dos sorrisos de cada um de vocês.

Aí, vim para o computador e me senti novamente menino escolhendo palavras como quem escolhe feijão ou quem descobre uma nova brincadeira. Escolhendo palavras para poder soprar aos seus ouvidos. Palavras nos dão voz e vez no mundo: não esqueçam disso, heim!

Certa vez, um professor me disse que o poeta é aquele que prepara um presente para a humanidade. Claro que deixei a escola de vocês com a sensação de encantamento. Fiquei encantado com as expressões de cada um. Expressões primeiras, desnudas de pré-conceitos. Expressões voejantes.

Sinceramente, espero que vocês continuem sendo como são: livres, leves e soltos sem medo de colocarem no mundo pitadas bem servidas de afetos, sonhos e esperanças.

Já estou com saudades,

um abraço

Paulo Netho

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Fotos: Mira Roxo


Brincando de tábobol


Brincando no quintal, na beira da horta

Mamãe, titia...
Vem ver o Thales chupando cana!

E essa garotinha também, Mamãe!

Todos tinham algo a dizer

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03/10/2010

Irene no mercado

Irene no mercado é o título do decalque que fiz do poema Irene no céu do poeta Manuel Bandeira. A ilustração bem humorada é do meu amigo Ricardo Girotto, a qual faz parte do meu novo livro Poesia Mágica. Clique na imagem para visualizar melhor.



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01/10/2010

Não se avexe não

Se alguém disser que sou incoerente, tenha certeza que sou mesmo. Gosto de mudanças (só de casa já mudei umas 10 vezes). Acho que já deu para reparar que estou sempre mudando o layout deste blog, assim como mudo os móveis em casa e os caminhos por onde ando. Talvez seja por isso que nunca me atrevi a fazer uma tatuagem em meu corpo, por mais linda que seja essa arte. Acho que me rasgaria todo. Então só peço uma coisa: não se avexe comigo não!

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